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Estupros em escola da Paraíba duraram 3 meses, diz promotara

14 MAR 2019
14 de Março de 2019

Os adolescentes acusados de abusar sexualmente de crianças, dentro de uma escola particular de João Pessoa se revezavam nas funções de segurar, tampar a boca das vítimas e praticar os atos sexuais, conforme revelou a investigação tornada pública esta semana. Sob ameaça de serem espancados, dois meninos de 8 anos seguiam várias vezes para o banheiro, com hora marcada, durante o período das aulas, para encontrar com os agressores. As vítimas foram abusadas durante três meses, até que o crime foi descoberto. Outras duas possíveis vítimas estão sendo analisadas pelo Ministério Público. As informações foram repassadas pela da promotora da Infância Infracional, Ivete Arruda, e pela delegada Joana D’arc Sampaio, responsáveis pela investigação.

Os detalhes do crime foram revelados um dia após o vazamento para a imprensa, do processo que está sob segredo de Justiça. Segundo relatos da promotora Ivete Arruda e da delegada Joana D’arc Sampaio, os abusos foram descobertos após a professora de uma das vítimas notificar a mãe, para saber se o aluno estava com algum problema de saúde, porque ia muitas vezes ao banheiro, chegando a ir cinco vezes em uma única manhã. “Alguém a mando de determinado adolescente chegava junto da criança e dizia que em tal hora ela fosse ao banheiro e, se não fosse, seria espancada. Com medo, o garoto ia no horário marcado e o crime acontecia de forma sutil, sem alarde”, contou a promotora.

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