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Bolsonaro dialoga com lideranças partidárias

03 DEZ 2018
03 de Dezembro de 2018

Após indicar a maior parte dos seus ministros sem dialogar com líderes ou presidentes de partidos, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) faz o primeiro gesto às bancadas partidárias. O futuro chefe do Executivo receberá nesta semana parlamentares de quatro siglas para reuniões no gabinete do governo de transição, em Brasília. As conversas com as bancadas de PRB, MDB, PR e PSDB foram intermediadas pelo futuro ministro da Casa Civil, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), coordenador da transição. O democrata também sinalizou um encontro com a bancada do PSD.

O objetivo dos diálogos é assegurar maioria dos parlamentares no Congresso Nacional e tentar garantir a aprovação de projetos, como a reforma da Previdência, por exemplo, no início do governo. Os cinco partidos juntos somam 160 deputados. A equipe, todavia, deve se reunir com os demais partidos até o Natal. Lorenzoni, responsável pela articulação política, prevê que a base governista na Câmara dos Deputados terá 350 dos 513 deputados.

A equipe de transição se reúne amanhã à tarde com bancada do MDB e depois do PRB. Lorenzoni, todavia, deve participar da confraternização da bancada do PSD no mesmo dia à noite, mas uma reunião formal é aguardada. Na quarta-à tarde, as reuniões são com PR e PSDB, separadamente. Além do presidente eleito e do futuro ministro da Casa Civil, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, também participa do encontro.

As conversas não devem tratar, ao menos, neste momento de indicações para o segundo escalão, mas sim abrir canal de diálogo com os partidos, preteridos até então. “Ele (Bolsonaro) começou a se reunir com partidos e bancadas congressuais. Ele vai apresentar o que está sendo planejado, as primeiras medidas, a agenda econômica e a social do governo”, explicou o deputado federal eleito Silvio Costa Filho (PRB). “Tenho defendido que devemos ajudar na governabilidade do País”.

Das legendas que vão se reunir com Bolsonaro, apenas o MDB terá um ministro no futuro governo - o deputado federal Osmar Terra, na pasta de Cidadania. O presidente eleito, no entanto, deve anunciar dois ministros nos próximos dias: Meio Ambiente e outra pasta que englobará Direitos Humanos, que pode se chamar Ministério da Família, o que totalizará 22 pastas. Um dos nomes cotados para assumir a pasta de Meio Ambiente é o agrônomo Xico Graziano, ex-chefe de gabinete do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e a pastora e advogada Damares Alves, ligada ao senador não reeleito Magno Malta (PR-ES), para a outra pasta.

Bolsonaro vinha priorizando as negociações com bancadas temáticas do Congresso Nacional para a formação do futuro governo, além dos militares que ocupam sete pastas. Na Agricultura, por exemplo, a ministra será a deputada federal Tereza Cristiana (DEM-MS), indicada pela bancada ruralista. A escolha do futuro ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, teve influência da bancada evangélica, que rechaçou a indicação do diretor do Instituto Ayrton Senna, Mozart Neves Ramos, ex-secretário da Educação de Pernambuco, e anuiu o nome de Rodríguez.

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