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Álvaro Dias diz que, se eleito, reduzirá número de ministérios para 15 e privatizará 'entorno' da Petrobras

31 JUL 2018
31 de Julho de 2018

O pré-candidato do Podemos à Presidência da República, senador Álvaro Dias (PR), afirmou nesta segunda-feira (30) que, se for eleito, reduzirá para 15 o número de ministérios. Hoje existem 29 pastas.

A declaração foi dada em entrevista à GloboNews, que, nesta semana, entrevista postulantes ao Palácio do Planalto nas Eleições 2018.

"Eu advogo a redução dos ministérios para 15. Teremos, aí, a integração de vários ministérios. Já há uma simulação feita pela minha assessoria. Porque, obviamente, não basta eliminar o ministro. Tem que eliminar as estruturas paralelas, a superposição de ações", declarou o pré-candidato.

Questionado sobre quais ministérios cortará se for eleito, Álvaro Dias mencionou três pastas (Cidades, Integração e Segurança Pública). Falou também de um ministério que não existe mais, o da Pesca (extinto em 2015), e não mencionou os demais que pretende cortar para chegar a 15.

Indagado especificamente sobre se unificará os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente caso seja eleito, Álvaro Dias disse que não.

Privatização

Em outro trecho da entrevista à GloboNews, Álvaro Dias foi questionado sobre o que pretende fazer para reduzir os gastos públicos e se pretende privatizar órgãos estatais.

O pré-candidato afirmou, então, que não privatizará a Petrobras "em um primeiro momento", mas, sim, o "entorno" da estatal.

"A Petrobras, em um primeiro momento, eu não privatizaria. Até porque ela foi tremendamente desvalorizada. [...] Mas nós privatizaríamos o seu entorno. Estabeleceríamos competição [na] prospecção, exploração de petróleo, distribuição, refinarias. É evidente que isso vai dinamizar a Petrobras sem entregar o seu comando", acrescentou.

Sobre o Banco do Brasil e a Caixa Econômica, Álvaro Dias afirmou somente que os dois bancos públicos são "essenciais" e "indispensáveis" para o país, que não pode ficar "refém" do "sistema financeiro privado".

Outros temas

Saiba abaixo outros temas abordados pelo pré-candidato durante a entrevista:

  • Porte de armas: "Não é distribuindo armas que vamos resolver a questão da segurança no país, pode até ser que agrave. Mas essa questão de livre arbítrio é essencial. Houve um plebiscito e 63% optaram pela venda de arma. [...] O brasileiro já se manifestou favoravelmente ao porte. [...] Advogo, sim, pela flexibilização do porte de arma, mas isso não é política de segurança pública".
  • Aborto: "Eu admito que a atual legislação já estabeleça as excepcionalidades. É uma legislação adequada, do meu ponto de vista. Mas aceitaria um plebiscito nesse caso. Aceitaria um plebiscito para que a população decidisse [...]. A atual legislação, com as excepcionalidades constantes, atende à necessidade neste momento. No entanto, se houver esse apelo popular, que se decida essa questão através de plebiscito".
  • Corrupção: "Hoje, o presidente vai ao Congresso, apresenta uma proposta, instala um balcão de negócios e compra votos, compra consciência e compra partido político. [...] Eu não isento [os partidos], mas não os responsabilizo em primeiro lugar. Há corrupção no Congresso porque do outro lado da rua tem o corruptor, que é o presidente".
  • Número de partidos: "No Brasil não temos partidos, temos siglas para registro de candidaturas, aliás, uma fábrica de siglas. [...] As siglas mudam de lado, algumas delas são sempre governo. Na verdade, não existe identidade programática. São siglas, não partidos, administradas cartorialmente e sustentadas pelo fundo partidário".
  • Lava Jato e foro privilegiado: "Não tenho visto absusos [na operação]. Quando se fala em seletividade, tenho que responder que a seletividade é da legislação, porque nós estamos convivendo com um dispositivo constitucional que impõe privilégio às autoridades: o foro privilegiado. Queremos acabar com ele."
  • Reforma tributária: "Um conjunto de medidas da reforma tributária é fundamental, porque o modelo tributário deve ser um modelo de distribuição de renda e justiça social. Por isso falamos em modelo tributário progressivo. Hoje, tributa-se mais o consumo e [assim] penaliza o consumidor mais pobre que compra arroz e feijão. Ele está sendo penalizado".
  • O pré-candidato disse ser favorável a: idade mínima igual para aposentadoria de homens e mulheres; redução da maioridade penal; prisão após condenação em segunda instância; e cotas sociais para estudantes oriundos da rede pública.
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