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Polícia Civil investiga suposta 'lista da morte' colocada em cemitério no interior de Pernambuco

17 FEV 2017
17 de Fevereiro de 2017

A Polícia Civil de Pernambuco investiga a elaboração de uma suposta ‘lista da morte’ em Chã Grande, na Zona da Mata de Pernambuco, distante 82 quilômetros do Recife. De acordo com o delegado Alisson Pontes, responsável pelo caso, a relação com nome ou apelido de 19 pessoas foi colocada em um muro do cemitério municipal e também acabou sendo espalhada pelas redes sociais.


Responsável pela delegacia regional, sediada em Vitória de Santo Antão, Pontes afirma que já identificou um possível envolvido na elaboração da lista, que também aponta localidades ao lado de cada nome. Caso alguma pessoa se sinta lesada por ter o nome incluído na relação, o policial afirmou que poderá autuar o suspeito pelo crime de ameaça.


A relação foi feita com caneta, em letra de forma. Há vários erros de português. "O cão tá esperando. Vai tudim pro inferno. Ligerim demai", é a frase escrita embaixo dos nomes. No lado e na parte de cima do papel estão traçados 666, em alusão ao 'número da besta', para algumas crenças.


O delegado informou, ainda, que decidiu investigar o caso por causa do clima gerado na cidade, que tem pouco mais de 21 mil habitantes. “O clima de comoção foi gerado no município. Acredito que essa lista foi feita para amedrontar as pessoas e, por isso, estamos apurando”, comentou.


Desde o início das investigações, o delegado já conseguiu comprovar que pelo menos quatro pessoas que estavam na relação morreram antes de ter o nome colocado na ‘lista da morte’. Três óbitos ocorreram em Chã Grande e um em uma cidade do Agreste. Na lista, ao lado de autro nomes, o autor colocou uma cruz, indicando a morte consumada.


Depois, o delegado identificou os demais citados na lista. “A maioria das pessoas citadas na relação tem, realmente, envolvimento com casos de tráfico de drogas, furtos e roubos na região”, acrescentou.


O próximo passo da investigação será a convocação do suspeito de elaborar a relação. “Ele vai ter que explicar os motivos que o levaram a fazer essa lista, que deixou a população preocupada”, disse o delegado.

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